
A Noite Eterna e o Sol Vermelho
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A Noite Eterna e o Sol Vermelho
Há quase 1.000 anos, os mundos foram sacudidos pela queda da Dinastia Vultean, um regime de capitanias que se agarrava a tradições arcaicas e rejeitava qualquer forma de progresso tecnológico. Sob seu comando, os inventores e cientistas — conhecidos como “magos”, mestres da engenharia, física e manipulação de energias naturais — eram tratados com desconfiança e perseguição. Esse desprezo pelo conhecimento científico manteve a sociedade estagnada, até que Kartak, o visionário que via na tecnologia o verdadeiro poder, deu início à sua revolução.
Kartak, com o apoio de armas movidas a energia solar e uma tecnologia sem precedentes, travou uma guerra implacável contra os Vultean. Essa guerra não apenas derrubou o antigo sistema, mas também introduziu uma nova era, uma revolução industrial alimentada pela ciência que transformou as bases do poder. O povo Umbranae, que havia resistido à ascensão da tecnologia, foi escravizado e subjugado, enquanto o povo Vultanae, recompensado por sua colaboração, foi domesticado e integrado ao novo regime.
A ascensão da Dinastia dos Novos Deuses, liderada por Kartak, trouxe uma era de desenvolvimento ininterrupto, mas também deu origem a profundas fissuras sociais. A escravidão dos umbranaes e a exclusão de grupos menos favorecidos, como os mestiços, criaram focos de resistência desde o início. O primeiro a se organizar foi a Aliança dos Esquecidos, uma coalizão de dissidentes que buscava recuperar o que lhes foi tirado na nova ordem tecnológica. Ao longo dos séculos, surgiram outros movimentos, cada um reagindo à revolução tecnológica de formas diferentes.
Os Anti Seculares, por exemplo, opunham-se completamente à utilização da tecnologia solar. Acreditavam que o Deus Sol, fonte de toda a vida, estava aprisionado pelo império e pelos dispositivos que absorviam sua energia. Já os Estopas Vermelhas eram o oposto, um grupo paramilitar que abraçou a revolução tecnológica, mas com uma visão própria de como ela deveria ser conduzida, lutando por um uso mais agressivo da ciência bélica.
Enquanto isso, os Cobras Fantasmas, herdeiros de linhagens que foram desmanteladas na queda dos Vultean, se tornaram inimigos declarados do Estado, operando nas sombras para tentar restaurar parte da ordem antiga. Eles se tornaram o braço invisível de uma resistência que acreditava na manutenção das tradições anteriores à ascensão de Kartak.
Com o império consolidando seu poder, ex-guerreiros imperiais também começaram a se voltar contra ele. Os Filhos do Exílio, um grupo de antigos soldados que haviam sido traídos e marcados para execução por crimes contra o Estado, tornaram-se mercenários, desafiando diretamente o regime que uma vez serviram.
A revolução tecnológica também alimentou o surgimento de grupos com objetivos criminosos. O Sangue Dourado, uma organização composta exclusivamente por membros da elite Solarenae, controlava as atividades ilegais nas grandes cidades, manipulando mercados e autoridades com seus esquemas. Os Chifres Vermelhos, por outro lado, eram piratas que exploravam as rotas entre os planetas remanescentes, saqueando e espalhando o caos.
Em paralelo, os Olhos do Espelho, uma vasta rede de tráfico de informações que dominava o fluxo de dados cruciais tanto para o império quanto para os insurgentes. O controle da informação se tornou uma arma tão poderosa quanto as máquinas de guerra, e esse grupo passou a operar nos bastidores da política imperial.
Por fim, os Acólitos do Vazio, um grupo de umbranaes fanáticos, acreditavam que os Novos Deuses estavam destruindo o universo ao aprisionar o Deus do Sol, e começaram a praticar atos de terrorismo contra o governo, tentando desmantelar a revolução tecnológica que Kartak havia iniciado.
Assim, quase mil anos após a queda da Dinastia Vultean, o continente vive o ápice de sua revolução industrial, mas o legado de Kartak está constantemente ameaçado. Grupos insurgentes, paramilitares e criminosos disputam o controle de um império que, embora tecnologicamente avançado, é politicamente mais frágil do que se pensa. O que começou como uma revolução científica, está, aos poucos, culminando em uma nova era de caos e desordem.
Sob o Sol Vermelho, o Império de Kartak parece eterno. As cidades de metal fumegam noite e dia, as Cidades do Céu vigiam os campos de minério como fortalezas suspensas, e os Novos Deuses observam tudo de seus palácios de luz na lua de Edenia. A revolução tecnológica venceu há quase mil anos… mas a paz nunca chegou de verdade. Entre máquinas movidas a energia solar, augmentações mecânicas e barcos estelares, o que mais se construiu foram cicatrizes.
Vocês vão nascer nesse mundo quebrado: talvez como um Umbranae marcado pelo preconceito, um Vultanae endurecido pela fábrica, um Solarenae arrogante demais para admitir medo, ou um mestiço tentando sobreviver num sistema que o odeia por existir. Abaixo da superfície do brilho metálico, facções conspiram, grupos paramilitares disputam ruas, e segredos antigos sussurram em cidades flutuantes como La’Kaae ou nos corredores da Ponte do Céu.
Nesta mesa, vocês não são espectadores da história de Kartak. São rachaduras na armadura do Império. Soldados, desertores, rebeldes, contrabandistas, mercenários ou algo entre tudo isso: cada escolha pode acender uma fagulha — ou mergulhar ainda mais o mundo na Noite Eterna.
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15/01/2026
20:00 - 23:00
Duração: 3h
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