
Os Anéis de Andúria
Dungeons & Dragons 5e (2014)
Sobre esta Mesa
Andúria
Andúria é um continente vasto, de terras diversas e destinos entrelaçados. Campos intermináveis se estendem até onde a vista alcança, florestas guardam segredos ancestrais, e montanhas tocam os céus como lanças de pedra. Cada vento carrega histórias antigas, cada rio, memórias de épocas esquecidas. No coração desta terra, o Reino de Kronemus ergue-se como pilar de estabilidade, governando em nome do equilíbrio entre as treze regências. Nem sempre em paz, mas sempre sob o peso de uma ordem maior, o reino mantém a ordem entre povos tão distintos e ambiciosos.
⚔️ A Forja de Kronemus
Há seis séculos e mais, Andúria era apenas uma terra de chamas e disputas. Clãs erguiam bandeiras que logo eram queimadas, sociedades lutavam como lobos famintos por territórios, e cada rio corria tingido pelo sangue de uma guerra que parecia não ter fim. Cinquenta anos de conflito moldaram gerações inteiras, filhos aprendendo a brandir espadas antes mesmo de falar seus nomes.
Foi então que surgiu Kronemus, não apenas como reino, mas como vontade férrea. Com disciplina militar e estratégia implacável, avançou como muralha viva contra o caos. Contudo, a vitória não veio apenas pelo fio da espada, mas pela astúcia da barganha: em troca da paz, dividiu-se a terra em doze regências, cada uma guardiã de recursos, culturas e promessas. Assim, o continente que fora fragmento e rivalidade tornou-se corpo único, mantido pelo pulso firme de uma coroa que não reina sozinha, mas vigia o equilíbrio.
Desde então, por 637 anos, o Reino de Kronemus sustenta a ordem como chama que não deve apagar. Ainda que intrigas e rivalidades persistam, a lembrança da guerra civil é sombra suficiente para manter a mão firme dos regentes sob a luz da unidade.
Mas o destino não é feito apenas do passado. Oito décadas atrás, quando o mar cuspiu hordas de orcs sobre o sul, a Terra dos Ventos tornou-se o campo de batalha de toda Andúria. Pela primeira vez em séculos, as regências marcharam lado a lado, unindo forças contra o inimigo estrangeiro. Desde então, a ameaça dos orcs permanece, lembrando a todos que a harmonia, frágil e preciosa, só se mantém quando o continente respira como um só corpo.
Andúria, assim, não é apenas terra de reinos: é uma cicatriz que virou pacto, uma guerra que virou história, e um império que ainda hoje equilibra poder e destino sobre a lâmina da unidade.
A Pedra Central do Ventre Cartesiano ecoa sob as botas alinhadas. O ar da manhã é frio e seco, cortado apenas pelo som dos estandartes se erguendo e das ordens curtas que ressoam pelas muralhas. Vocês estão entre eles — os novos recrutas dos Anéis de Andúria, a força de elite criada para agir onde o exército regular falha e onde a política não alcança.
Os Anéis de Andúria
Nos Anéis, não há glória. Há dever.
Cada anel de ferro entregue a vocês carrega o juramento de todos os que vieram antes: enfrentar ameaças sem nome, marchar para regiões esquecidas e manter a unidade das regências mesmo quando elas próprias vacilam. Ser um Anel significa obedecer, resistir, persistir — até que o inimigo seja quebrado ou o corpo ceda.
As fileiras silenciam.
Um capitão avança, a capa marcada por cicatrizes de guerra. Ele olha cada um de vocês nos olhos. Não procura coragem. Procura disciplina.
— Recrutas, diz ele, a voz firme como aço batido.
— A partir de hoje, vocês não lutam por glória, mas por ordem. Não lutam por si, mas por Andúria. Nos Anéis, falhar não é uma opção. Esquecer o juramento, menos ainda.
O sino toca no alto da torre.
O primeiro chamado chegou.
E vocês marcham — não como heróis, mas como soldados prestes a descobrir o que significa sustentar o peso de um continente inteiro.
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Próxima Sessão
06/01/2026
20:00 - 23:00
Duração: 3h
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